Cataratas dos Couros & Santa Bárbara – Veadeiros

Cachoeira Santa Bárbara: Porque não nos cansamos dela, jamais!

Querido(@)s viajantes, como vai essa força?! Cá estamos nós uma vez mais, trazendo o melhor e mais completo registro sobre essa região tão bela, perfeita, mística e iluminada! Dessas vez iremos lhe dar algumas dicas e informações sobre duas belíssimas cachoeiras: Santa Bárbara e Cataratas dos Couros.

Nem de longe conhecemos todo esse nosso Brasilzão (mas tá na lista!), mesmo assim, tenho 101% de certeza que todos nós somos agraciados por algum “quintal de casa” capaz de acalmar até o mais desassossegado dos seres. Não é a toa que eu sempre digo: nosso país é muito rico, R.I.C.O em toda sua magnitude! Poderíamos facilmente trocar o nome Brasil por…Rico: “Que possui em grande quantidade, abundância, fartura, bom, agradável.” (fonte). Que tem riquezas, grande quantidade/qualidade. Que traz consigo vantagens. Que produz muito. Que agrada. Que é alvo de afeto. Raro; valioso. Riquíssimo. Que ou quem tem muitos bens (fonte)

 Sim, me rasgo toda pelo meu país. E aqui não estamos falando sobre questões políticas…ok?! rsrs.

Continuando, aposto que você, caro leitor, tem alguma praia/cachoeira/floresta/rio/lago/bosque/roça… perto de casa! Tô mentindo?! Então, esse é um excelente motivo para você saber que não precisa ter ter muito dinheiro para viajar! As pequenas viagens são capazes de fazer uma diferença ENORME na vida de nós, mortais. E isso eu aprendi desde pequena, fazendo viagens bate-volta com a família para Pirenópolis, Cristalina, fazendas do Município de Bezerra e Santa Rosa (ambos GO), etc. Vou confessar para vocês: nós sentimos uma enorme inveja (branca, viu?!) de pessoas que moram próximas à praias. Olha, que sonho! Como moramos no centro do país, a praia mais próxima a nós fica a 1300 km, em Ilhéus/BA. sniff…Em compensação, temos uma quantidade infinita de espetaculares cachoeiras! Um bioma riquíssimo. E isso tudo vocês já puderam constatar aqui.

 

Tá, vamos ao que realmente interessa. Sim, voltamos à belíssima Santa Bárbara, nos deliciamos mais uma vez nas águas da Cachoeira das Capivaras e chegamos com novas dicas para vocês, que são:

1- Lembra que na primeira postagem eu falei sobre a importância em se chegar cedo a Santa Bárbara, pois o sol bate dentro dela entre as 11 e 13 horas?! (veja aqui) Pois então, Essa dica vale para VERÃO. Sim, a partir de meados de março e durante todo o inverno (até setembro mais ou menos) o sol começa a bater apenas na lateral da cachoeira, logo, não há a necessidade em se chegar cedo, a não ser para evitar a aglomeração, em caso de ser feriado.

2- Independente de época do ano, se você quiser aproveitar bem a cachoeira e estiver em alta temporada/feriado nacional, seja um dos primeiros a chegar, ou, um dos últimos. Mas tente não chegar tão tarde, até porque seu corpo vai pedir energia (almoço) e repouso. Nós? Quando chegamos a cachoeira estava bem cheia, ainda assim, conseguimos tirar fotos desse nível:

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Quer saber como conseguimos essa proeza?! Nos acompanhe em mais um diário de bordo.

Sexta-Feira, 20 de março – De volta ao berço das águas

Passava pouco das 17h quando pegamos a rodovia Brasília-Alto Paraíso. Fizemos pouco mais de duas horas de viagem vendo o sol descer magnífico e esplendoroso, que chato!

Chegamos ao Camping Nosso Viveiro (Parceiro. 1ª colocado no ranking do TripAdvisor -13/06/16- de confiança!) já com escuro e Rivaldo, o proprietário do local e nosso amigo, veio nos dar o suporte necessário para que montássemos nossa barraca. Levamos em torno de uma hora para montar tudo. Tomamos algumas cervejas, um banho (quentinho viu, gente?!) e partimos para a Pizzaria Vila Chamego. Vocês já leram o nome desse estabelecimento por aqui, lembram?! Então, essa foi nossa terceira visita ao local. Fomos muito bem recepcionados novamente e provamos uma pizza para lá de saborosa. Logo, um espaço assim super merece uma resenha no blog! (em breve).

 

Sábado, 21 de maio – Café da manhã orgânico. Cachoeira da Capivara e Santa Bárbara

Era por volta das 8h quando chegamos à feirinha, a Feira do Produtor Rural, falamos dela aqui. Lá tomamos nosso café e compramos lanches bem diferentes do que se vê em qualquer outra feira. Já mencionei em outra postagem, mas repito: Lá é o céu na terra para a galera vegetariana/vegana. Nesse local você encontra também diversos alimentos sem glútem/lactose, orgânicos e “naturebas” de uma forma geral.

As 9 e pouco seguimos rumo à Cavalcante. Para chegar a Santa Bárbara você segue o que falei aqui.

As 11:30 chegamos ao C.A.T onde você deve parar para pagar a entrada para as cachoeiras e contratar um guia. Lá ficamos sabendo que teríamos de ir primeiro na Cachoeira das Capivaras, pois a Santa Bárbara já estava com a máxima de capacidade de visitantes. Isso nos deixou surpresos, pois o feriado só seria quinta-feira, 26 (Corpus Christi). Ok, fazer o quê?! Nessa hora chegaram duas meninas e um rapaz. Um guia que ambas contrataram em Cavalcante, a cidadezinha que fica antes da comunidade Kalunga. Nós, como estávamos em uma viagem “low cost” perguntamos às duas se poderíamos dividir o valor do guia, assim todos seguiriam juntos. Elas toparam e assim fomos para a Capivara.

 

Capivara 

Obs: Dessa vez essa cachoeira estava ainda mais bonita! Por ser época de seca, o sol evidenciava todas as belezas ali existentes. As quedas, a mata, o céu.. Tudo perfeitamente harmonizado.

 

Santa Bárbara

Continua perfeitamente desenhada e colorida num verde esmeralda, com nuances insinuantes de azul turquesa! Para chegar até ela, agora você não precisa mais se preocupar se está com carro pequeno. Foi construída uma ponte aonde existe o rio, para que qualquer veículo possa passar.

Quando finalmente chegamos na Santa Bárbara não nos demoramos a nos jogar naquelas águas. O local ainda estava consideravelmente cheio, mas eu estava confiante que logo muitas daquelas pessoas iriam partir, e estava certa! Acredito que era por volta das 15h quando ficamos só nós: eu, Fábio, as garotas, o guia e mais dois rapazes com seu respectivo guia. Foi nessa hora que fizemos fotos belíssimas! Santa Bárbara toda minha!! rsrs..

Já era tarde quando finalmente paramos para o merecido almoço. Almoçamos no Restaurante Recanto da Mata, um espaço simples mas com comida caseira de lamber os dedos! Já havíamos deixado agendada nossa refeição. Que delícia! Um menu completo de comida mineira e goiana, caprichosamente preparadas no fogão à lenha. Paga-se R$: 20 o PF ou R$: 25 para comer a vontade.

Fechamos nossa conta, pagamos nossa parte para o guia que nos acompanhava até aqui e voltamos à Alto Paraíso. Pense na dificuldade que é enfrentar 30 km de estrada de terra mais 90km de asfalto, depois de ter “enchido o bucho” e estar exausto pelo dia nas cachoeiras. É, um esforço e tanto, mas que vale a pena. Ô se vale!

 

Dicas gerais Cavalcante:

1-Sobre os guias: eles almoçam com você também e isso é bom, você pode aproveitar para tirar dúvidas

2-De acordo com o nosso guia, estão abrindo outro caminho que sai de Cavalcante e vai até o Parque Nacional da Chapada! Gente, vem muita coisa boa por aí, vai vendo!

Chegamos em Alto paraíso as 19h. Nosso plano aquela noite seria ir à Risoteria Santo Cerrado, como de praxe…mas, não rolou. O cansaço tomou de conta…rsrs. Essa noite preferimos ficar no camping, tomando nossas cervejas e petiscando até bater o sono, o que não demorou a acontecer.

 

Domingo, 22 de maio – Cataratas dos Couros

Porque beleza aqui é mato – e paredões, quedas d’água, cantos de pássaros…é Cerrado, é VIDA!

Acordamos, tomamos um café reforçado, desmontamos tudo, nos despedimos do grande Rivaldão e seguimos. As meninas que acompanhamos no dia anterior agora nos acompanharam, pois, como era a primeira vez que ambas visitavam a região, seria mais fácil nós seguirmos guiando. Confesso que bateu um leve medo de nos perdermos (afinal, são 30km em estrada de terra com pouquíssima sinalização para este Rio, mas no fim, deu super certo!)

 

Cataratas dos Couros – Como chegar

Direita – Esquerda – Esquerda: Grava isso, amiguinho(@)! Pois na estrada de terra a “dificuldade” se resume a estas três entradas. Deixa eu explicar melhor:

1- Como saímos de Alto Paraíso em direção a nossa casa, Brasília/DF, pegamos essa dica com um nativo de Alto: percorrer pouco mais de 20 km, passar a ponte e entrar à primeira direita que aparecer. Pronto! Agora se você vem de Bsb, fique atento as entradas à esquerda da estrada. Ao que informaram, há uma placa sinalizando as Cataratas.

2- Após adentrar a estrada de terra, fique atento: Você irá seguir “reto a vida toda” por coisa de 20 km. Após passar umas casinhas haverá um T deitado, aqui será sua primeira entrada (Direita).

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3- Siga novamente reto, ande um bocado, e quando já estiver próximo ao seu destino haverá outra entrada em Y, aqui (Esquerda) – ande um pouco mais e haverá outro Y (Esquerda again). Pronto, você chegou! Uhuuu

 

Observações Importantes:

1- A entrada para a cachoeira é gratuita, porém, há um pessoal que vende água de coco e “guarda carros”. Não sei dizer se eles estão lá todo dia, de qualquer forma, leve alguns trocados para os guardadores. Eles são educados e te abordam de forma tranquila. Talvez até seja bom eles estarem ali, pois há relatos de arrombamentos dos automóveis quando não havia ninguém para olhar.

2- A Trilha para a primeira cachoeira, a Muralha é de nível fácil e curta. Mas minha dica aqui é: Não se limite a esta parte. Explore! Faça a trilha descendo para as outras quedas com alguém que já tenha ido (jamais vá sozinho). Para ter 100% de certeza que você não vai se perder, contrate um guia.

3- Após o primeiro Paredão, se você fizer o que estamos sugerindo, você irá encontrar: A Cachoeira de São Vicente (Almécegas 1000), Cachoeira do Parafuso/Bujão (pelo que entendi, uma é ligada a outra) e por fim o Cânion dos Couros, que é mais uma parte visual (e que vista!)

4- A época em que as quedas das Cataratas dos Couros estão mais bonitas é durante o verão – Período de chuvas. Porém, aproveita-se menos, pela força das águas e o risco de trombas d’água. Se começar a chover, saia imediatamente do local.

5- A melhor época para se aproveitar as Cataratas dos Couros é durante a seca (entre maio e outubro)

6- Caso você prefira o auxílio de um guia, o mesmo pode ser encontrado em Alto Paraíso ou São Jorge.

7- Para chegar, ainda melhor do que as dicas que passei é o GPS.

8- No total, são aproximadamente 3 km de trilha (ida e volta)

9- Tire o dia para este atrativo, você irá curtir bastante.

10- É uma ótima pedida para quem está voltando para Brasília, como foi nosso caso. Como a cachoeira não possui nenhuma estrutura montada, troque suas roupas molhadas no carro e pegue estrada.

Não esqueça:

*Leve água, lanches, protetor solar, roupas de banho.

*Vá de tênis.

 

Nosso dia

Escolhemos a parte onde fica a Cachoeira do Parafuso/Bujão para permanecer. Como fomos em época de seca, aproveitamos bastante. Nos refrescamos um bocado naquelas águas, tomamos “banho” de sol deitados na pedra, ouvimos o som dos pássaros livres. Enfim, entramos em conexão com a natureza!

Em tempo: Como não conhecíamos as trilhas acompanhamos um grupo de mulheres que desceriam o trajeto. Uma delas já havia feito o percurso. Foi bem tranquilo.

Já de tardezinha fizemos o caminho de volta para o lar. Chegamos esgotados, mas só o corpo físico. 🙂

Esse é um atrativo que eu considero completo. Há o imponente paredão, corredeiras, cachoeiras, poços, banho de sol, sombras e um visual que, definitivamente, foi desenhado por Jah!

Ficou com alguma dúvida?! Pergunta para a gente! Teremos o maior prazer em ajudar! 

 

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Mônica Rodrigues

Leonina, brasiliense de alma e coração, graduada em Administração em Comércio Exterior e apaixonada por tudo o que envolve o ramo (apesar de não atuar nele). Tem verdadeiro fascínio pelo desconhecido. Acredita que pessoas se tornam melhores ao se depararem com o externo/ diferente, o que foge da “bolha”. Se sente em paz ao viajar e carrega consigo seu namô e sua família pra onde quer que vá.

2 comentários em “Cataratas dos Couros & Santa Bárbara – Veadeiros

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