Chiang Rai – Muito além do Templo Branco

Olá, queridos leitores. O que vocês tem achado das nossas publicações sobre o Sudeste asiático até aqui? Temos recebido feedbacks bastantes positivos, que têm nos deixado animados e com aquele gás para continuar! Há muito trabalho pela frente ainda, muita informação pra passar, e eu sei que deveria fazer algo cronológico, mas sinto certa urgência para falar dessa cidade: Chiang Rai.

A grande maioria dos turistas faz bate/volta a partir de Chiang Mai. Prega-se uma ideia de que não vale a pena se hospedar em Chiang Rai. Gostaria muito de saber quem foi o ser infeliz que espalhou essa conversa.

De acordo com o pensamento coletivo, não há nada a ser visto na cidade além, é claro, do grande bam bam bam, White Temple. Sabe de nada, inocente!

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Chegando em Chiang Rai

Saímos de Koh Phi Phi já tendo uma ideia do que nos aguardava. Uma embarcação, um voo low cost  e, a princípio, um ônibus. Chegamos em Chiang Mai já no final da tarde. Teríamos ainda que chegar em Chiang Rai. Estávamos exaustos e sem ter a certeza de que haveria vaga dentro do ônibus com destino à cidade vizinha (não compramos antecipadamente, não sei nem se era possível). Por conta disso, dentro do próprio aeroporto de Chiang Mai, pagamos por um transporte privado. 4000 Bath, o equivalente a um pouco menos de R$: 400. Pode não ter sido barato, mas foi o melhor que fizemos naquele momento.

A distância Chiang Mai – Chiang Rai é de 180 km, que leva umas 3 horas para ser atravessada. Nosso carro, uma Hilux, já saiu do aeroporto com destino ao hotel que dormiríamos aquela noite.

Ficamos hospedados no Na Rak O Resort, que reservamos pelo Agoda e nos surpreendemos com a fofura do lugar! Por R$ 60 a diária, nos deu vontade de ficar mais tempo.

Chegamos, com nossas energias próximas de se esgotar, mas não teve jeito… tomamos banho e fomos bater perna novamente. Já era tarde, por volta das 21 horas. Nesses locais, não é recomendável sair para comer tarde da noite, pois há grandes chances de você encontrar todos os restaurantes fechados (mas calma, há 7-eleven por lá também).

Fomos a pé, usando o app maps.me e foi super tranquilo. Procurávamos pelo Mercado NoturnoChiang Rai Night Bazaar  – que tem ali perto e que já estava fechando.

A caminho do que seria nosso ponto para a última refeição do dia, nos deparamos com um local que, de longe parecia um café (e era mesmo). Mas, ao nos aproximarmos, pequenos seres peludos nos chamaram a atenção.

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As surpresas que fazem parte do que NÃO está anotado no roteiro:

 

Cat ‘n’ A Cup Cat Cafe

Sim gente, quem acompanhou pelo Stories do Instagram, viu quase que ao vivo nossa descoberta. O Cat ‘n’ A Cup Cat Cafe é esse estabelecimento que, como você pode ver, é recheado de gostosuras de todas as formas, cores e tamanhos. Ah, e você ainda pode degustar de cafés e sanduíches…hahaha. Tá, o lanche é gostoso sim. Logo, passar algumas horinhas aqui é super válido. Você sai alegre, relaxado e de barriga forrada. A dura missão mesmo, é ir embora.

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Como vocês puderam ver, não fomos ao café aquela noite, mas sim na manhã seguinte (foi difícil, mas segurei a vontade). Continuamos então a caminho do Chiang Rai Night Bazzar.

Paramos para jantar no que seria a praça de alimentação da feira, ao ar livre e com um palco estrategicamente localizado, no formato que muito lembrava os templos.

Nos acomodamos de frente ao palco, onde um tailandês cantava músicas internacionais em um inglês sofrível..rs. Ainda assim, a noite seguia agradável e alguns feirantes mantinham seus produtos expostos até mais tarde. Essa foi a quarta cidade que visitamos, e aqui já carregávamos uma mala extra, própria para as lembrancinhas. Não teve jeito, comprei uma blusa fofa pra minha irmã mais nova, com um desenho muito diferente do que costumamos ver no Brasil. E vou te contar, o Sudeste Asiático é o local PERFEITO para comprar lembrancinhas diferentonas! Coisa barata que agrada até os mais enjoados exigentes dos seres. 😛 Nos empolgamos tanto que trouxemos mais de 10kg de presentinhos para a família <3

E como foi o café da manhã?

O dia seguinte, 27/03, foi dia de café com os gatinhos. Vocês já conseguem imaginar como acordamos “naquela” disposição, né? rs. Mas antes de sairmos, fizemos nosso check out e deixamos nossas coisas na recepção do hotel. Já sentíamos o peso da partida. Poderíamos ter ficado ao menos mais um dia e os motivos nós vamos citar na segunda postagem sobre Chiang Rai. Porque esse lugar merece um espacinho especial no seu roteiro. 

Já passava do meio dia quando finalizamos nosso café, que durou mais de duas horas…rsrs. Seguimos até o Bus Station (Rodoviária) da cidade, compramos nosso ticket para o retorno à Chiang Mai, que seria no fim daquela tarde, e ali mesmo negociamos o valor para visitar dois templos, o famoso Templo Branco e o – menos famoso – Azul. Fomos em uma das tradicionais jardineiras. Como são templos localizados em lados opostos, ele fez por 500 Baht para nós 2.

Dica: Ele cobrou inicialmente 600 baht, mas já estávamos “safos” e pechinchamos. Vale a pena! 

Chegamos no Wat Rong Khun (White Temple) debaixo de um sol de 50 graus na cabeça (se não era isso, estava perto). Muito calor e 68.740.739 pessoas ao redor do Templo, onde 90% desses eram turistas chineses. Essa é a realidade de boa parte dos pontos turísticos mais famosos da Tailândia. Não foi fácil fazer aquela foto maravilhosa do local, mas tentamos. Vale a pena insistir um pouco… 🙂

o que fazer em chiang rai - muito alem do templo branco - white temple - Wat Rong Khun - tailandia(10)

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Wat Rong Khun – Excepcional, espetacular, de tirar o fôlego

O Templo Branco – White Temple, é uma construção ainda não finalizada (há quem diga que só ficará pronto em 2070), de um artista tailandês que faz um “mix” entre arte contemporânea ocidentalizada e religiosidade. Cuma?! É, um espaço bastante curioso. Nele você encontra referências da cultura pop, personagens e super heróis. Também mistura céu e inferno de uma forma que seria perturbadora, mas a cor branca te remete novamente à paz.

Entendeu?! Eu também não! 😂😂

Mas aposto que você ficou com vontade de ir lá pra ver, tô mentindo?!

 

Conta a história que até o final do século 20, o original Wat Rong Khun necessitava de  reparos e não havia fundos disponíveis  para a obra. Chalermchai Kositpipat, um artista local de Chiang Rai, decidiu então reconstruir completamente o templo, financiando o projeto com seu próprio dinheiro. Até à data, Chalermchai gastou 40 milhões de bahts de seu próprio bolso. O artista pretende que a área adjacente ao templo seja um centro de aprendizagem e meditação e que as pessoas possam se beneficiar dos ensinamentos budistas. Kositpipat considera o templo como uma oferta ao Senhor Buda e acredita que o projeto lhe dará vida imortal. (Fonte)

 

Dicas:

  • O valor do ingresso deste templo é de 50 THB para turistas (R$ 5). Tailandeses têm livre acesso a ele. Percebemos que esta prática é bem comum, e os povos dali não pagam para entrar em nenhum templo.
  • Boa parte do espaço é aberta, logo, proteja-se contra o forte calor de todas as formas que você puder. Protetor, chapéu e abuse da hidratação.
  • Chegue CEDO. Tipo umas 7 da manhã, pois o templo é realmente muito turístico, logo, lotado.

 

Rong Sear Tean Temple – Estonteante. Meu xodó Tailandês.

O Templo Azul ou Blue Temple, fica do lado oposto ao Templo Branco, coisa de 30 km.

Por ser relativamente novo (aberto para visitação em julho 2016) é menos famoso, bem menos lotado e com entrada free. É um dos Templos mais bonitos que vimos em toda a viagem! E, para mim, mais fotogênico que o Branco. Fica até difícil descrever a composição de cores, com predominância do tom de Azul. E o enorme Buda, de cor madrepérola, magnífico! Veja você mesmo…e imagine isso, ao vivo. É impressionante. Transmitindo ao mesmo tempo, muita paz!

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Fontes extraoficiais afirmam que este Templo foi idealizado por um aluno de Chalermchai Kositpipat (aquele, criador do Templo Branco). A obra estaria em uma área onde, no passado, teria sido habitada por tigres tailandeses que, infelizmente, agora são simbolizados apenas com imagens. O templo é realmente muito relaxante. O céu azul representa o Dharma – realidade ou vida, no modo geral. Já o  Senhor Buddha – virtude, códigos de moral que se espalharam por todo o mundo.

 

Perrengues, se você não passar por ao menos um, é porque não viajou.

Estávamos anestesiados. Filmamos, tiramos fotos, me ajoelhei e contemplei tudo a minha volta, quando, já do lado de fora, resolvemos fazer alguns registros com a GoPro. Seria perfeito, se soubéssemos onde ela estava.

Resumo da ópera: Era perto das 16 horas quando nos demos conta da nossa perda. Conversamos com nosso motorista (que falava e entendia Inglês muito mal) sobre a possibilidade de voltarmos correndo ao Templo Branco, pois eu certamente havia deixado a GoPro lá, cheia de fotos que ainda não haviam sido descarregadas, Ó céus! Ele foi, e graças as boas energias do Budismo e da honestidade do povo tailandês, recuperamos nossa câmera. Ela estava sendo recarregada, bem na entrada do local.

Aliviados, voltamos ao hotel, pegamos nossas coisas e pedimos mais um favorzinho ao motorista da jardineira: que nos deixasse no Bus Station. Ele, sempre muito solícito, atendeu nosso último pedido e, por fim, pegamos o dobro do valor combinado: 1000 bahts. Nada mais justo. 🙂

Passava pouco das 17 horas quando nosso ônibus VIP saiu. Foi uma sensação muito boa poder deitar em uma poltrona larga, bastante reclinável, com ar condicionado, água e lanchinho. Vale salientar o valor da passagem: 250 Bahts por cabeça – Menos de R$: 25.

E foi com grande sensação de “deveríamos ter ficado mais, só um pouquinho…” que deixamos Chiang Rai, para passar 2 dias em Chiang Mai.

E o que teríamos feito se tivéssemos mais tempo na cidade? Nosso próximo post irá abordar o que recomendamos fazer em Chiang Rai, “parte 2”. Cê num é doido de perder essa, né?!


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Mônica Rodrigues

Leonina, brasiliense de alma e coração, graduada em Administração em Comércio Exterior e apaixonada por tudo o que envolve o ramo (apesar de não atuar nele). Tem verdadeiro fascínio pelo desconhecido. Acredita que pessoas se tornam melhores ao se depararem com o externo/ diferente, o que foge da “bolha”. Se sente em paz ao viajar e carrega consigo seu namô e sua família pra onde quer que vá.

13 comentários em “Chiang Rai – Muito além do Templo Branco

  • Pingback: O que fazer em Chiang Rai - Tailândia | Leve Sem Destino

  • 30 de maio de 2017 em 21:52
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    queria muito ter ido para chiang rai, mas me faltou tempo!! espero ver na proxima…eu amo aqueles gatinhos com orelhinhas mais curtas sabe? sao tao fofos!

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    • 23 de junho de 2017 em 14:45
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      Olá Angela! O pessoal faz muito bate volta pra lá, o que não é legal já que por lá tem tanta coisa que a galera nem imagina. Nosso próximo post é sobre isso! Obs.: Sei qual é o gato rsrs 😉

      Resposta
  • 30 de maio de 2017 em 05:29
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    Estou montando (sem pressa) um roteiro para a Tailândia e gostei de saber que há realmente coisas para fazer além do White Temple. Obrigada pela dica preciosa e parabéns pelos textos.

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    • 23 de junho de 2017 em 14:49
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      Olá Luciana! Que bom que gostou de nossas dicas. Provavelmente hoje, iremos liberar um post que você vai gostar então. É sobre as coisas que tem pra fazer em Chiang Rai, mas não apenas bate-volta, para se hospedar por lá! E tem tanta coisa! 😉

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  • 29 de maio de 2017 em 17:13
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    Meu, que lugar dos sonhos! Cada lugar animal, incluindo o Cat ‘n’ A Cup Cat Cafe, que é animal literalmente! Mas falando sério, que sonho esta trip! Demais mesmo!

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    • 23 de junho de 2017 em 14:50
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      Fala Itamar! Beleza? O Cat ‘n’ A Cup Cat Cafe é muito massa mesmo! Recomendo essa viagem a todos! É lindo! 😉

      Resposta
  • 29 de maio de 2017 em 14:26
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    Que lugar bonito, nossa. E o que é esse White Temple? Gente, que lindo! Adorei o post, as dicas e saber que a Go Pro estava lá, comportadíssima esperando vocês, hehehehe.

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    • 23 de junho de 2017 em 14:52
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      hahaha Essa da GoPro foi complicado rsrs! Ainda bem que o pessoal Tailandês é honesto! Obrigado pela visita! 😉

      Resposta
  • 29 de maio de 2017 em 13:48
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    OLa….
    Nossa cada lugar lindo. Meu deu vontade de conhecer.
    Obrigada por compartilhar.
    Abraços
    Thais

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