Santa Bárbara – Chapada dos Veadeiros

Sexta-Feira, 1 de Janeiro. (Sim, é ela… a Santa Bárbara!)


Acordamos cedo ainda levemente ressaqueados, tomamos nosso café, preparamos nossa mochila de lanches, câmera e saímos rumo à Santa Bárbara.

Como Chegar:

Saindo de Alto Paraíso – a estrada que dá continuidade, depois do Portal – pegar a BR-010 até Teresina de Goiás. 

Nessa cidadezinha, você pega uma esquerda (GO-241) até chegar em Cavalcante. Aqui você pode procurar informações com um nativo ou ir ao Centro de Atendimento ao Turista – CAT, pois é nessa parte que existe o acesso à estrada de terra.

Dicas:

1) Procure se informar sobre o nível de dificuldade para chegar às cachoeiras. Também tenha uma ideia do tempo que você pretende permanecer nas mesmas, é sempre bom ter um lanchinho. E em caso de visita às cachoeiras do Parque nacional, por exemplo, que demandam um bom tempo de percurso, leve um “lanchão” mesmo.

O que levar:

Coisas leves, exemplo: sanduíche natural, frutas, barra de cereal, isotônico e claro, água.

2) Combustível:

Nessas três regiões principais da Chapada só há postos de combustível em Alto Paraíso e em Cavalcante. O segundo bem perto da estrada de terra que dá acesso à comunidade Kalunga e à Santa Bárbara. Como a distância entre Alto e Cavalcante é de 90 km, mais 30 de estrada de terra até as cachoeiras, meu conselho é: Tenha mais de meio tanque de gasolina, especialmente na segunda parte.

3) Vá cedo.

Se você sairá de São Jorge ou Alto Paraíso, sua viagem será de mais ou menos 2 horas. Programe-se para chegar lá até as 11h, pois o sol bate bem em cima da cachoeira, deixando a água cristalina e proporcionando uma visão de tirar o fôlego! Um cenário que você não esquece mais nunca nessa vida! – O sol bate dentro da Santa Bárbara entre 11 e 13h.

4) No caminho você atravessará partes com pequenos riachos, o carro passa tranquilamente. Você também passará por um mirante, pare nele apenas na volta.

5) Chegando a comunidade Kalunga você vai ao Centro de Atendimento ao Turista -CAT. Lá você precisará contratar um guia que te levará as cachoeiras. Desta vez que fomos pagamos R$: 20,00 por pessoa para ter acesso as cachoeiras e mais R$: 70,00 o guia (que pode ser dividido por até 8 pessoas). No começo achei o valor “salgado”.

Mas depois parei para pensar:

*A época que fomos é de grande lotação;

*O guia te leva à 3 cachoeiras – Santa Barbarazinha, Santa Bárbara e Cachoeira das Capivaras. As duas primeiras com tempo de permanência – 1 hora, a última, livre.

*A comunidade vive basicamente do turismo – guias, artesanato e almoço. São pessoas muito simples, em um local com bem pouca estrutura.

*A beleza do local vale por todo o esforço físico ou financeiro. Para falar a verdade, o mais difícil pra mim foi lidar com a ansiedade. Foi muito complicado! Eu até cai na besteira de dizer que se morresse depois de conhecer a Santa Bárbara, morreria feliz. Quase que me arrependi amargamente (rs), mas essa história fica para a próxima postagem.

Obs: Você pode optar por almoçar na comunidade. R$: 20,00 PF ou R$: 25,00 por pessoa, para comer a vontade. Comida caseira maravilhosa! Grande variedade. Lá eu experimentei o melhor purê de abóbora da minha vida! <3

6) O guia te leva até uma parte onde passa um riachinho. Veículos com tração 4×4 passam por ele numa boa, mas os pequenos não (quer dizer, você pode tentar a sorte, mas né?! melhor não arriscar).

Nessa parte os carros menores ficam estacionados, você atravessa o rio pelas pedras e do outro lado há um transporte que pode te levar por R$: 5,00/pessoa. Ou você pode optar por ir a pé mesmo, o guia te acompanha, 5 km. Mas você lembra da missão né?

Atualização (Out/2016): Recentemente foi construída uma ponte permitindo que agora carros pequenos também atravessem o riacho.

7) Dali você faz uma trilha tranquila de mais ou menos 1 km até a Santa Bárbara. (Dá para entender agora o porquê da minha ansiedade?! rsrs..prepare-se para ficar assim também)

8) Chegue na cachoeira Santa Barbarinha, fique louco ensandecido, “se coce todo” para mergulhar naquela água atraente, mas resista! A Santa Bárbara está pouco a frente!

 

9) Chegou amigo(a), quase surtando (bicha doida né, gente?!rsrs..). Agora sim, #SeJoga. Batize-se nas Águas da Santa Bárbara. Sinta cada milímetro do seu corpo despertar. Lave sua alma!

 

Cachoeira da Capivara

Após toda missão cumprida, almoçamos e fomos até a Cachoeira da Capivara. Aqui o esquema é mais tranquilo, não há limite de pessoas nem de tempo de permanência. Você faz uma trilha sem grandes dificuldades e chega à esta bela cachoeira:

Há outra cachoeira no caminho Alto Paraíso – Santa Bárbara, o Poço Encantado. Essa ainda não conhecemos, mas está na lista. Ela fica praticamente na metade do caminho citado. Para quem vem de longe e tem pouco tempo na cidade, acredito que valha a pena fazer mais esse esforcinho, no mesmo dia.

Sábado, 2 de Jan. (Madrugada…amostra grátis do apocalípse!)

É gente, o dia anterior a esse foi uma maravilha total! Solzão o dia inteiro, com apenas poucas nuvens no final da tarde. Um presentão e tanto, entramos em 2016 com o “pézão” direito. Finalizamos nosso 3ª dia na região sem quase ter pegado chuva. Coisa boa né? Então, o clima na Chapada nos Veadeiros é parecido com o da Capital, as vezes a chuva demora a dar o ar da graça e quando chega fica tímida, cai pouco, logo esquenta de novo… e isso não é bom.

Acontece que quando nossa querida e aguardada chuva chega com vontade, o caos se instala. Algumas quadras ficam alagadas, carros afundam nas tesourinhas, é um Deus nos acuda. Eu desconfiava que na região da Chapada acontececem fenômenos semelhantes, e não estava errada.

Acordei por volta das 4 da manhã com o céu desabando sobre nossas cabeças. O barulho que a chuva fazia era perturbador! Chuva pesadíssima! Não bastasse isso, raios, trovões aos montes! A ponto de iluminar completamente nossa barraca por dentro.

Gente, que desespero! Fiquei sem saber o que fazer, nem me dei conta que naquela situação deveríamos ter ido para o carro…

No dia seguinte levantei cedo para ver o tamanho do estrago. Em nossa barraca mesmo não havia entrado uma gota sequer, mas a galera que estava acampada ao redor não teve a mesma sorte. Roupas, roupas de cama, colchões que não eram infláveis…tudo encharcado.

(Dica: invista em uma barraca da Quechua e seja feliz!)

 

Estávamos bem, mas como vimos o pessoal precisando de um help, pegamos 3 cordas que Fábio sempre carrega e fizemos varais. No camping não se falava outro assunto, a chuva torrencial assustou a todos.

Por volta das 9:30 eu e o namorado fomos tomar café na feirinha. Ela acontece sempre as terças e sábados e é ótima. Com uma vibe bastante natureba, lá você encontra todo o tipo de alimentação orgânica, vegetariana e vegana. Eu comecei com um suco verde, enquanto Fábio foi no tradicional café e pastel assado de queijo.

Em uma das barracas havia opções de café da manhã bem curiosas, tapioca e taco veganos, onde você escolhe os molhos, são várias opções deles. A moça fez um desses tacos e me ofereceu, a R$: 8,00. Eu aceitei. Se tivesse que definir o que eu comi em uma frase, eu diria: Muita informação. Como eram vários molhos, muitos dos quais eu nunca havia experimentado antes, meu paladar não entendeu muito bem o que estava acontecendo…rs. 

Voltamos ao camping para decidir o que fazer, o tempo parecia muito indeciso. Hora esquentava muito, hora apareciam nuvens escuras. Não sabíamos o que fazer, decidimos abrir uma cerveja…rs. Acabamos ficando por ali mesmo, tomando umas e conversando com Rivaldo, o dono do Camping Viveiro.

Dica:

Caso você vá a Chapada em épocas de chuva, tome muito cuidado! Esteja atento ao volume da água nas cachoeiras, pois pode estar chovendo na cabeceira e acontecer o fenômeno de trombas d’água. Também tenha atenção redobrada com a força da água. Em maio/2015 (feriado do dia do trabalhador), estávamos no Vale da Lua, as chuvas ainda não haviam cessado completamente, e um homem quase foi carregado para dentro dos “vales” (os buracos que ali existem).

O pior só não aconteceu porque ele conseguiu se segurar entre as pedras e pedir socorro. Por sorte, havia uma pessoa vigiando, uma espécie de salva vidas. Foi necessário a ajuda de outros homens que ali estavam para ajudá-lo a sair. A força da água carregou a sunga do rapaz. Arranjaram então uma bermuda de outro banhista para ele. Ao que parece ele deslocou o braço, devido a força que fez para se manter entre as duas pedras e não ser carregado. Detalhe que naquela hora não estava chovendo, mas as cachoeiras estavam com grande volume de água.

Aquela noite fomos jantar na Pizzaria Vila Chamego. Não deixem de ler a resenha deste local, que será postada em breve. Também não deixem de ir lá! Tivemos uma noite deliciosa, música ao vivo, atendimento nota 10!

Domingo, 3 de Jan. (Planos de ir ao Éden, mas…)

Acordamos, tomamos nosso café e partimos para missão: desarmar barraca e guardar tudo. Gente, isso é uma missão mesmo, acontece que levamos uma mega barraca gigante, fácil de montar, mas chatinha para guardar. Também levamos todo o kit “acampamento com conforto”: armário, mesa com cadeirinhas, 2 lâmpadas recarregáveis (sendo que uma é carregamento solar), 2 caixas térmicas, para guardar nossas biritas e comidas do café da manhã/lanches, sonzinho, entre tantas outras coisas. Fica até difícil levar outras pessoas com a gente, pois o carro fica socado.

Concluímos nossa missão perto do meio dia, nos despedimos de nossos amigos do camping e partimos. Como já estava perto do horário de almoço, resolvemos parar então para este fim, fomos a um local que nos informaram ser muito bom, o Cravo e Canela, um bristrô de lanches vegetarianos e veganos. Apesar de não sermos vegetarianos, eu super me simpatizo com a causa. Olha, nos surpreendemos! Não deixe de ler nossa resenha sobre o local, aproveite e vá também! Mas não vá “morrendo de fome”, os pratos são feitos sem pressa, demoram a ser servidos.

santa barbara-cravo-canela-chapada-veadeiros-restaurante-sao-jorge-alto-paraiso-cavalcante

Terminamos nosso almoço e seguimos pela estrada que chega à São Jorge, nossa intenção era ficar algumas horinhas no Éden (15 km depois da Vila), mas mais ou menos na metade do caminho, caiu uma chuva daquele jeito! É gente, o éden é um local calminho, piscinas termais maravilhosas, mas com chuva forte não fica legal, não vale a pena. O melhor nesse tipo de local é respeitar a natureza e os limites que ela impõe.

Resolvemos dar meia volta e pegar o caminho de casa. Estrada com chuva, atenção redobrada! 

 

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Mônica Rodrigues

Leonina, brasiliense de alma e coração, graduada em Administração em Comércio Exterior e apaixonada por tudo o que envolve o ramo (apesar de não atuar nele). Tem verdadeiro fascínio pelo desconhecido. Acredita que pessoas se tornam melhores ao se depararem com o externo/ diferente, o que foge da “bolha”. Se sente em paz ao viajar e carrega consigo seu namô e sua família pra onde quer que vá.

22 comentários em “Santa Bárbara – Chapada dos Veadeiros

  • Pingback: 10 motivos para se apaixonar pela Chapada dos Veadeiros

  • 22 de janeiro de 2017 em 19:01
    Permalink

    Amei o roteirinho! Se tudo der certo, vou usar para ir à Chapada esse ano!!! 🙂

    Resposta
    • 23 de janeiro de 2017 em 16:30
      Permalink

      Dayana, obrigada. Fico feliz que tenha gostado! 🙂

      Vai dar certo sim, força na peruca! rsrs… Se vc precisar de ajuda, entra em contato com a gte.

      Abração.

      Resposta
  • 21 de janeiro de 2017 em 20:00
    Permalink

    Não conheço ainda mas estou em busca de lugares bacanas, com muita natureza, para aproveitar minha próxima viagem ao Brasil. Já anotei as dicas!

    Resposta
    • 23 de janeiro de 2017 em 16:27
      Permalink

      Gisela,

      se você quer trilha, cachoeira, natureza e exuberância, pode colocar Veadeiros no topo! #)

      Quando vc vier dá um OI pra gte! Te ajudamos com todas as dicas que pudermos. 🙂

      Abraço!

      Resposta
  • 21 de janeiro de 2017 em 12:32
    Permalink

    Os passeios pela Chapada são sempre incríveis, quando morava em Brasília, sempre dava um jeito de visitá-la, as fotos ficaram lindas!

    Resposta
    • 23 de janeiro de 2017 em 16:17
      Permalink

      Flávia, obrigada!

      Fotos bonitas na Chapada não são difíceis de se conseguir. Como vc conhece bem , já sabe disso.

      🙂

      Abração!

      Resposta
  • 20 de janeiro de 2017 em 20:41
    Permalink

    Só fui pra Chapada uma vez, uma vergonha ! 🙈
    Essa cachoeira vale a viagem. Motivei! 😊

    Resposta
    • 23 de janeiro de 2017 em 16:12
      Permalink

      Uma vez só, Camila?! Entendo sua vergonha! tsc tsc… heheheh.

      Pois volte. Aqui tem tantas outras cachoeiras, iguais ou ainda, melhores!

      ; )

      Resposta
  • 20 de janeiro de 2017 em 12:35
    Permalink

    Olá Mónica. Foi uma aventura e tanto. Adorei conhecer um pouco mais desses recantos, que no meu ano de estadia no Brasil não cheguei a explorar.
    Sobre a chuvada noturna, no Verão passado fui acampar com o meu filho na Galiza (Espanha). A tenda não ficou devidamente montada, já que o solo era duro e não levei um martelo… então acordamos a meio da noite com uma parte da barraca a meter água e acabamos a noite no carro. Na hora não achei muita graça, mas hoje rio muito do episódio.
    Abraço
    Ruthia d’O Berço do Mundo

    Resposta
    • 23 de janeiro de 2017 em 16:06
      Permalink

      Oi Ruthia,
      que pena que você não chegou a conhecer esse pedacinho do Centro Oeste, aposto que ia se apaixonar!

      Ahhh…essas chuvas são um caso sério quando acampamos. Se a barraca não estiver muito bem esticada pode acontecer isso mesmo que vc passou.

      Olha, acontece o mesmo comigo. No dia desse apocalipse eu me desesperei tanto, fiquei tão apavorada que nem sequer raciocinei sobre ir pro carro! Hj eu conto essa história rindo tbm, mas só Deus sabe o que passamos. rsrsrs…

      Não é fácil, mas não deixamos de acampar por causa disso! 😀

      Abração!

      Resposta
  • 20 de janeiro de 2017 em 11:54
    Permalink

    Que lugar lindo! Mas fiquei com medo dessa chuva e chocada com o que aconteceu co o rapaz! Que sorte que ele teve eu conseguir sobreviver! Cachoeiras são muito lindas, mas traiçoeiras as vezes, assim como o mar.

    Resposta
    • 20 de janeiro de 2017 em 17:47
      Permalink

      Oi Marianne, lindo mesmo né?! Mas como qualquer lugar “selvagem” devemos ter nosso cuidado e respeitar os limites impostos pela natureza. O moço teve sorte mesmo e nos deu um baita susto. Mas calllllma, não precisa ter medo assim! rsrs.. Só tomar as precauções já listadas. Vale muito a pena! 😉

      Abração

      Resposta
  • 20 de janeiro de 2017 em 11:51
    Permalink

    Vontade de largar tudo agora, colocar as malas no carro e #PartiuChapadadosVeadeiros!
    Não conhecemos ainda, mas desse ano não passa! E depois dessas fotos incríveis e dos relatos de vocês, nos inspirou ainda mais fazer essa viagem.
    Abraços!!

    Resposta
    • 20 de janeiro de 2017 em 17:38
      Permalink

      Oi Casal, sejam bem vindos!

      Visitei o blog de vcs e percebi que gostam de uma Road Trip, né?! Pois vocês tem que visitar nosso Cerrado “pra ontem!”…rs.
      Sério, vcs vão curtir muito e aproveitar 100% de tudo com esse Jeep laranjadinho Show de bola! 🙂

      Quando vierem nos deem um oi. Podemos ajudar com mais dicas (e de repente, até acompanhar)

      Abração!

      Resposta
    • 20 de janeiro de 2017 em 17:22
      Permalink

      Eloah, VENHA. Conheça logo e sinta-se abraçada pelo Cerrado! Você vai se apaixonar! 😀

      Resposta
  • 20 de janeiro de 2017 em 11:05
    Permalink

    Saudades da chapada! A Santa Barbara foi o lugar que mais gostei. Que água azul turquesa é aquela???
    Ótimas dicas no post. E que bom que a barraca de vcs se manteve sequinha!

    Resposta
    • 20 de janeiro de 2017 em 17:15
      Permalink

      Patrícia, que bom vê-la por aqui..rs.

      Menina, sempre me pergunto: que água azul turquesa é aquela!?
      Vou até aproveitar pra te dizer que quero ver se aquela cachú do Laos supera a Sta Bárbara….será? Vc já conhece né? Mas não fala nada ainda!
      hehehe

      Valeu flor.
      Abração 🙂

      Resposta
    • 20 de janeiro de 2017 em 17:10
      Permalink

      Fico feliz que tenha gostado…E concordo plenamente, a Chapada é um lugar iluminado! <3

      Abração! 🙂

      Resposta
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