Ajude a Salvar o Cerrado

Ficou aperreado com esses dados? Então, nós também.

Para te ajudar a entender o que acontece, recomendamos o filme/documentário “Ser Tão Velho Cerrado“, que está disponível por completo no VideoCamp. O filme é excelente e conta com a participação de Juliano Cazarré e Valéria Pontes. Assista o trailer aqui e entenda do que estou falando:

https://www.youtube.com/watch?v=RQR5gfgzytk

 

Para você se sentir com mais vontade de entrar na causa, o mapa da destruição:

Imagem: MMA

 

Por trás dessa devastação toda, existe uma galera que quer unir cada vez mais gente em defesa do cerrado. Alguns grupos são: Fundação Mais Cerrado, Engajamundo, PorQueNão?, entre vários outros.

 

“O Cerrado Precisa de Nossa Ajuda!”

Os Problemas:

1. O Agronegócio
2. A Mineração
3. As Hidrelétricas
4. A região de MaToPiBa – Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia;
5. O Clima


1.  O Problema da expansão do Agronegócio

“Durante quatro décadas o Cerrado, segundo maior bioma da América Latina, perdeu metade de sua vegetação nativa. Envolto pelo discurso como sendo a ‘celeiro do mundo’, o desmatamento no Cerrado seguiu invisível por grande parte da sociedade que era legitimado por meio de programas governamentais de ocupação e de incentivo a agropecuária, iniciados ainda no período da ditadura militar, e atualmente com o Plano de Desenvolvimento Agrícola (PDA), mais conhecido como Matopiba.” (Fonte)

 

2. A Mineração Predatória

“Mas o problema do Cerrado não se resume apenas ao reduzido número de áreas de conservação ou à caça ilegal, que já seriam questões suficientes para preocupação. O problema maior tem raízes nas políticas agrícola e de mineração impróprias e no crescimento da população. Historicamente, a expansão agropastoril e o extrativismo mineral têm se caracterizado por um modelo predatório. A ocupação da região é desejável, mas desde que aconteça racionalmente.” (Fonte)

 

3. As Hidrelétricas

“O projeto das PCHs, orçado em um R$ 1 bilhão, foi apresentado pela empresa goiana Rialma, que começou a fazer estudos em 2000. Ainda não existe autorização oficial ou data definida para o início do empreendimento, mas a possibilidade de a iniciativa ser levada adiante gera preocupação. Várias partes ao longo do Rio Tocantinzinho — que teria a largura de 70m aumentada para 200m — seriam alagadas para receber as hidrelétricas. Isso poderia causar o desaparecimento de reservas ambientais particulares de patrimônio natural (RPPNs), como Pedra Bonita. Grandes porções de cerrado ficariam debaixo d’água, como o Vale do Rio São Miguel, um dos córregos do Tocantinzinho. Sobre a nascente menor ficam o Vale da Lua e a Cachoeira do Segredo, que poderiam ser prejudicadas indiretamente.” (Fonte)

 

4. A Região de MaToPiBa

A expressão MATOPIBA resulta de um acrônimo criado com as iniciais dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Essa expressão designa uma realidade geográfica caracterizada pela expansão de uma nova fronteira agrícola no Brasil baseada em tecnologias modernas de alta produtividade.”Fora as dramáticas consequências sociais da expansão do agronegócio e de todas as frentes do capital no Cerrado (e especialmente no MATOPIBA), temos os impactos ambientais que o desmatamento excessivo, a utilização intensiva do solo e a poluição das águas estão causando e vão causar nas próximas décadas. Na euforia da expansão do agronegócio e dos grandes empreendimentos, ninguém parece parar para pensar que a depleção dos grandes aquíferos, lençóis freáticos e cursos d’água se configura desde já como um drama de magnitude incalculável, quando pensamos desde uma perspectiva integral, que compreende a fauna, a cobertura vegetal e as populações humanas, que simplesmente não podem existir sem uma adequada provisão de água. Hoje, esse recurso está concentrado para abastecer os interesses do agronegócio, privando a sociedade inteira de um bem comum, crescentemente depredado e privatizado.” (Fonte)

 

5. O Clima

“Os impactos disso tudo para a mudança climática também devem ser estudados, sendo que a devastação do Cerrado é potencialmente danosa para o ciclo hidrológico em escala global. Dos 204 milhões de hectares que compõem o Cerrado, 100 milhões já foram destruídos, a uma taxa de desmatamento inclusive mais rápida do que a da Amazônia. A forma com que o Cerrado é depredado faz com que ele seja hoje um dos principais responsáveis pelas emissões de gases de efeito estufa no Brasil, onde 75% das emissões são provocadas por mudanças no uso do solo, principalmente causadas por desmatamentos e queimadas para abrir campo para a soja e/ou para o gado.” (Fonte)

 


As Soluções:

1. Energia Alternativa
2. Articulação Social e Política
3. Sensibilização e Mobilização
4. Comunicação e Informação


1. Energia alternativa

Se no cerrado, existe uma estação do ano (média de 6 meses), que tem sol a pino das 6 da manhã até as 6 da tarde, por que não usamos essa energia ao invés de instalar hidrelétricas que causarão muito mais malefícios do que benefícios?

2. Articulação Social e Política (Fonte)

A articulação social e política visa estabelecer ligações entre Sociedade Civil, Governo, Universidades, Redes Socioambientais, Comunidades Locais, Tradicionais, Povos Indígenas, Setor Produtivo e Fundos de Investimentos Ambientais, promovendo sinergias para gerar soluções inovadoras e ambientalmente amigáveis, concebendo e viabilizando projetos focados no desenvolvimento territorial com base na conservação do bioma.

Leis e Normas (Legislativo):

– Lei de defesa do Cerrado;
– PEC – Proposta de Emenda Constitucional que inclui o Cerrado como Patrimônio Nacional.

Políticas Públicas (Executivo):

– Fortalecimento da Reserva da Biosfera do Cerrado;
– Implementação do Cadastro Rural Ambiental (CRA) para áreas prioritárias para formação de corredores ecológicos;
– Sustentabilidade das Comunidades do Cerrado;
– Mobilização para criação, ampliação e implementação de Unidades de Conservação (UCs);
– Apoio e estímulo de política pública de prevenção de fogo no Cerrado.

Criação e Gestão de Fundos Ambientais (Financeiro):

– Fundo do Cerrado;
– Programa de gestão do Fundo.

 

3. Sensibilização e Mobilização (Fonte)

As atividades desenvolvidas incluem a sensibilização socioambiental e o estímulo às pesquisas extracurriculares sobre temas transversais para a preservação, conservação e recuperação do Cerrado.

 

4. Comunicação e Informação

É passar a informação pra frente, para que todos saibam. “Comunicar e informar sobre as questões atuais do Bioma Cerrado, planejando estrategicamente conteúdos, divulgações em formatos digitais, impressos e audiovisuais que contribuam de forma prática e esclarecedora para a difusão de conhecimento sobre o Cerrado.” (Fonte)

 

Como você pode ajudar? (Fonte)

ENVOLVA-SE! Seja um parceiro do Cerrado!

Vá atrás de seu direito e de seu dever de proteger o cerrado. Ele te pertence. Ainda dá tempo. Busque o conhecimento e repasse para seus conhecidos.

Qualquer ação em defesa desse Bioma é muito bem vinda!

​Acredite, ajude, tenha esperança e saiba que você fez e faz parte disso tudo!!!

Mais Links

Época | Folha de São Paulo | Surgiu | Brasil Estadão | EBC | Google

 

 


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Fábio Brasil

Brasiliense, formado em Ciência da Computação e louco por tecnologia. Assim que começou a ganhar um pouco de dinheiro e comprou um carro, passou a viajar bastante com sua namorada e parceira de blog, Mônica Rodrigues. Degustador amador de vinhos, cervejas e bons drinks. Pronto para aproveitar o melhor que a vida tem a oferecer!

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