Catarata dos Couros – Nossa Paixão em Veadeiros

Existem lugares na Chapada dos Veadeiros que se destacam pela beleza, outros, pela qualidade do banho – pontos abertos, onde bate muito sol. Há ainda os de fácil acesso, e existe a Catarata dos Couros.

 

Meu amor pela Catarata dos Couros está explícito e declarado em várias publicações do blog. No @levesemdestino ela é garantia de chuva de e exclamações. No roteiro, certeza de sucesso e aproveitamento. Não tem criatura que venha a este lugar e não saia abobalhado(a).

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Catarata dos Couros: Não nos cansamos dela jamais!

Porque beleza aqui é mato – e paredões, quedas d’água, cantos de pássaros…é Cerrado, é VIDA!

A Catarata dos Couros é formada pela Cachoeira da Muralha (a principal queda, já na chegada), pelo Rio dos Couros que, ao descer o leito, encontra a Prainha, a Almécegas 1000, a Cachoeira do Parafuso e Bujão; e, tem seu final no Mirante do Canyon. Por todo o percurso, mil formas de enxergar o Cerrado em sua apresentação mais perfeita.

 

Cataratas dos Couros – Com ou sem guia?

Nós sempre fomos à Couros de forma independente, de teimosos que somos. Da primeira vez, peguei as orientações com um nativo. Chegando lá, seguimos um grupo comandado por uma moça que já havia estado na Catarata dos Couros e se recordava bem do trecho até o último ponto bom para banho.

 

Hoje em dia, eu não recomendo que “iniciantes” na Chapada dos Veadeiros façam isso. O motivo é simples: são cerca de 20 km de estrada de asfalto (partindo de Alto Paraíso) e 30 de terra, mais a trilha, que tem aproximadamente 3 km ida e volta. Ou seja, é um percurso considerável para correr o risco de se perder no caminho. Um passeio a Catarata dos Couros merece ser aproveitado até o último minutinho.

Como fomos à Catarata dos Couros por conta própria, não tivemos uma experiência direta com um guia para este atrativo, mas acompanho alguns condutores pelas redes sociais e sei quem faz um bom trabalho, vou deixar o contato de um deles aqui.

 

Catarata dos Couros – guia

Douglas Vinícius:  Nativo de Veadeiros e apaixonado pelo nosso riquíssimo bioma, ele conhece a Couros como a palma da mão. Tão bem, que é um dos poucos condutores a levar o pessoal ao Mirante do Canyon – também chamado de Canyon da Couros  – nós fomos lá! Tivemos uma experiência única! Um rolê na Catarata dos Couros pode ser ainda melhor (acredite se quiser)! Logo venho com a atualização desse post, pessoal.

Contato: (61) 99299-1117 | Instagram | Facebook

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Foto de Douglas Vinícius. Sério, a gente fica meio maluco(a) só de olhar a imagem.

 

Dicas: para um super aproveitamento do passeio sem pesar no orçamento, monte um grupo (veja com os guias quantas pessoas eles podem levar) e divida os valores. Além disso, otimize o espaço do veículo, ofereça caronas e sinta a gostosa sensação de compartilhar com outra pessoa a felicidade de estar num local tão belo e sagrado. Saiba o que é enxergar através dos olhos desse alguém o sentimento genuíno de gratidão.

 

Cataratas dos Couros – Como chegar

Eu sei que você que nunca esteve na região antes, não vai arriscar vir sem guia. Mas para te dar um norte, vou manter a descrição do caminho que segue até a Catarata dos Couros.

Dica: Na região da Chapada dos Veadeiros, existem muitas cachoeiras distantes que vale muito a pena conhecer. Alugue um carro e conheça-as por conta própria!

Saindo de Alto Paraíso sentido Brasília (GO-118), você percorrerá cerca de 20 km. A entrada é fácil de ser localizada,  pois está poucos quilômetros após a ponte sobre o Ribeirão Piçarrão. Então, atravessou a ponte, olho do lado direito. Há uma placa sinalizando a Catarata dos Couros. 

Após adentrar a estrada de terra, fique atento: Você irá seguir “reto a vida toda” por coisa de 20 quilômetros – no km 15 seu grupo irá passar pela Fazenda Árvore Grande, que guarda a Cachoeira do Papagaio. Se na volta da Couros vocês estiverem animados, vale a pena estender o passeio aqui.

Após passar umas casinhas, haverá uma bifurcação bem larga, esse é o momento de entrar para a direita.

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Atenção nessa parte

Quando estivemos na Catarata dos Couros, recentemente, um carro que estava a nossa frente seguiu reto. Nós ainda tentamos avisar, mas ele se afastou rápido, era caminhonete grande (e vai que o veículo em questão estava seguindo para outro lugar?).

Siga novamente, pouco a frente haverá outra divisão de estradas. À direita, uma subida bem chata de ser atravessada; a outra, à esquerda – criada há cerca de 2 anos – é por onde os veículos passam com mais facilidade. Quase ninguém passa por ele, mas seu guia irá te avisar. 🙂

Mais a frente, um acampamento do MST. Eles estão nesse pedaço há bastante tempo e, alguns membros do movimento estarão no estacionamento da Catarata dos Couros, guardando carros, vendendo lanches e água de coco. Agradeça a presença deles ali, pois quando não havia ninguém, os relatos de arrombamento do veículo eram comuns – e isso acontece em algumas cachoeiras de livre acesso, infelizmente.

Quando já estiver próximo à Couros haverão outras duas bifurcações, em ambas o sentido é para a esquerda.

Dica: Bateu a fome? Saiba que na segunda bifurcação, mais próxima à Couros, há os restaurantes das donas Eleusa e Luiza; ambos funcionam sob encomenda. Ainda não almoçamos por ali, pois sempre chegamos relativamente tarde, mas creio que vale a pena matar a fome, com uma gostosa comida caipira, após esse mega programa.

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Catarata dos Couros –  Início da Trilha

A entrada para a cachoeira é gratuita, porém, como disse anteriormente, há um pessoal que vende água de coco, guarda carros e faz a reserva do almoço – naqueles dois restaurantes.  Não sei dizer se eles estão lá todo dia, de qualquer forma, leve alguns trocados para os guardadores. Eles são educados, te abordam de forma tranquila e ainda passam orientações.  

 

Cachoeira da Muralha

A trilha para o primeiro ponto de banho, a Cachoeira da Muralha é de nível fácil. Tem pouco menos de 1 km. Daqui até o fim do percurso tradicional, onde é possível mergulhar próximo a um abismo #medo, você percorre mais uns 600 metros. O percurso é descendo o leito do rio, fácil de se localizar quando a Couros está movimentada, mas confusa quando o atrativo está com pouca gente. 

A Cachoeira da Muralha é um ponto excelente para curtir banho de rio e de sol. Há muitas pedras, pontos fundos e rasos, espaços entre rochas que formam bicas maravilhosas. Eu não sei como os guias oferecem a proposta, acredito que cada um trabalhe de um jeito, mas, se fosse eu (a guia), deixaria a Muralha para o final, pois, por ser mais fácil, ela está quase sempre mais movimentada.

Mas atenção: a Cachoeira da Muralha, assim como todos os pontos da Catarata dos Couros, são relativamente seguros para banho em tempos de seca. No período chuvoso o cenário muda bastante. É nessa época que a Couros tem seu significado literal, pois a Muralha forma as verdadeiras Cataratas. A beleza de todo o complexo atrapalha até o nosso raciocínio, mas a correnteza e o volume d’água se tornam fatores a serem considerados como alertantes. Para esse período, com certeza, ter a presença do guia é primordial.

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Se existe cenário mais lindo, só lá nas Cataratas do Iguaçu. rsrs

 

Prainha e Cachoeira de São Vicente/Almécegas 1000 

A cada passo, uma nova imagem do nosso cerrado se apresentará para você. Por mais que o objetivo do grupo seja chegar ao último ponto e fazer paradas na volta, é impossível resistir. Tudo aqui é tentador demais. Eu, que já estive na Catarata dos Couros 4 vezes – justamente nas variações de estação – sempre me vejo sendo atraída e tendo minha mente carregada para o máximo de informação que ela consiga captar.

Ainda não descemos até o pé da almécegas 1000. Um dia quero ter essa chance.

A prainha é uma boa pedida para quem quer ficar tranquilo em águas calminhas. Também passa maior segurança quando se está com crianças.

 

No caminho: Há dois mirantes interessantes para se fazer os registros.

 

Cachoeira do Parafuso/Bujão 

Nosso ponto preferido para banho e permanência na Catarata dos Couros. Quase sempre ficamos aqui. A Cachoeira do Parafuso é uma queda de 100 metros de altura, que se espalha em uma ampla piscina natural. Em tempos de seca esse espaço vira um playground para adultos, pois há correntes logo após a piscina que fazem os visitantes flutuarem. Nessa área também há uma pedra que, em tempos de seca, vira espaço disputado por quem quer “calangar”.

 

Seguindo poucos metros a frente, o rio dos Couros se abre e forma uma imensa e profunda piscina, aqui desce o Bujão. Quem gosta de “jumpar” se acaba nessa parte – só pule se você já conhecer a área ou tiver orientação do guia.

Quem é bom de nado consegue atravessar até o outro lado e encontrar bons espaços para tomar sol. Por ser bem próximo a um abismo, nem todo mundo se aventura. Fizemos essa pequena travessia pela primeira vez, recentemente. Mais um ponto de beleza inexplicável. O abismo se mostra em um gigantesco cânion.

 

Catarata dos Couros – Cânion dos Couros e Canyon do Mirante

A trilha popular da Couros acaba em um ponto alto, na lateral desse mesmo abismo que mostrei na última foto. Um local não muito bom para fotos, por conta da vegetação que impede que a paisagem se mostre bem. Por conta da necessidade em enxergar melhor a parte final de toda a Catarata dos Couros, os guias criaram um novo percurso, esse que o Douglas, gentilmente, nos forneceu o registro – eu surto, cada vez que vejo.

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Foto do guia Douglas Vinícius. Mais um registro de nos fazer babar.

 

Catarata dos Couros em Época de chuvas

A época em que as quedas das Cataratas dos Couros estão mais bonitas é durante o verão – período de chuvas. Porém, aproveita-se menos, pela força das águas e o risco de trombas d’água. Nessa época as correntezas são fortes de verdade. Curte-se muito menos do banho em si, mas o visual – que já é incrível – fica absurdamente surreal.

 

Obs: Se começar a chover, saia imediatamente de dentro d’água. Atenção se chove na cabeceira

 

No roteiro:

  • A Catarata dos Couros merece um dia inteirinho só para ela.
  • Mas se você é fominha das cachoeiras, faça Catarata dos Couros e Cachoeira do Papagaio.
  • Não recomendamos que você coloque Catarata dos Couros e Complexo Macaquinhos no mesmo dia, pois são 50 km de primeiro percurso, mais aproximadamente 70 quilômetros de estrada de terra, mais os últimos 50 km, se seu retorno for para Alto. Sem contar que ambos os atrativos são completos.
  • No total, são aproximadamente 3 km de trilha (até as Cachoeiras do Parafuso e Bujão, para o Canyon do Buracão vamos saber em breve).
  • É uma ótima pedida para quem está voltando para Brasília –  ou chegando cedo em Veadeiros.
  • Na Couros você consegue curtir se chegar até o horário das 13 horas.

 

Não esqueça:

  • Leve água, lanches e protetor solar.
  • Tênis para proteger os pés de pedras escorregadias.

 

Catarata dos Couros

Tudo de bom e mais um pouco. Preferência de uma grande parcela que vem à Chapada dos Veadeiros. Eu acredito que esse espaço tem um poder mágico. Sério, essa cachoeira me faz um bem danado. Sempre que venho com amigos para cá, o dia fica marcado. Todo mundo suspira e agradece.

Foi aqui que meu amigo/irmão e cantor profissional, Kadu Caetano, aplicou rapé em mim. Trata-se de um ritual de limpeza. O verdadeiro rapé é composto por ervas naturais, e não há nada de ilícito na composição. E foi à beira do Rio dos Couros que eu senti, pela primeira vez, como se tudo – as águas, o vento, o fino sol das 17 horas e a energia poderosa dessa área do cerrado – atravessasse meu corpo.

Uma paz e leveza que eram quase tangíveis. O processo de cura de uma mente que por anos, tentou se adaptar àquilo que não pertencia. A Chapada dos Veadeiros é mesmo cósmica.

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Longe de qualquer remédio. Perto da onde a gente encontre a paz.

#VivaLeve


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Mônica Rodrigues

Leonina, brasiliense de alma e coração, graduada em Administração em Comércio Exterior e apaixonada por tudo o que envolve o ramo (apesar de não atuar nele). Tem verdadeiro fascínio pelo desconhecido. Acredita que pessoas se tornam melhores ao se depararem com o externo/ diferente, o que foge da “bolha”. Se sente em paz ao viajar e carrega consigo seu namô e sua família pra onde quer que vá.

5 comentários em “Catarata dos Couros – Nossa Paixão em Veadeiros

  • 11 de setembro de 2019 em 12:11
    Permalink

    Obrigado por compartilhar tanta informação, na minha próxima viagem quero conhecer esse pedaço do paraíso. Você tem mais dicas sobre essa trilha nova que leva ao mirante dos canios (registro do Douglas)

    Resposta
    • 30 de setembro de 2019 em 17:13
      Permalink

      Marcelo, tudo bem? 🙂

      Sim, nós fomos lá esses dias, finalmente!
      Cara, que visual. A vista é realmente inacreditável!
      A trilha é mais técnica, não é difícil (para chegar), mas exige paciência, apoio nas cordas e tudo.
      Já a volta requer calma, exige um pouco de preparo sim, mas nada que uma pessoa sem costume nas trilhas não consiga fazer. Você pode fazer no seu tempo. É um trecho pequeno, que exige força nas pernocas.

      Outra dica importante: ir nesse mirante em época de chuvas, ou no pós chuvas é ainda melhor! Pois o visual fica desse jeito da foto dele.
      Em breve vou atualizar essa postagem, mas se você tem vontade de ir lá, fale com o Douglas pelo instagram, ele te passa mais detalhes.

      Boa sorte 🙂

      Resposta
  • 26 de agosto de 2017 em 17:36
    Permalink

    Lindas fotos e boa explicação de como chegar lá.! Que pena que já tem ladrão de carro na chapada. Gostei desse café da manhã orgânico também, além das cachoeiras.

    Resposta
    • 28 de agosto de 2017 em 10:29
      Permalink

      Nivaldo, obrigada! 🙂

      Pode estar bonita, mas está enorme tbm! hehehe… vou separá-la (um dia).

      Essa feirinha é ótima. Acontece sempre as terças e sábados. Excelente pedida pra galera veg/vegana. Eu até gosto de algumas das opções, já outras são bem estranhas =P

      Qdo vc for à Couros avise a gte, vai que nos animamos tbm e fazemos companhia 🙂

      Abração!

      Resposta

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