FLONA e outros atrativos de Alter do Chão

Olá querido(a)s! Essa publicação é continuação da primeira postagem sobre nosso Caribe Amazônico (e que está atrasada, eu admito). Hoje traremos para vocês os programas que vão além das belas praias de Alter e arredores, como a FLONA – Floresta Nacional do Tapajós. Porque sim, aqui tem belezas naturais, paisagens estonteantes,  culinária farta e atrativos em geral para ocupar 25 horas do seu dia (e não estranhe se você tiver dificuldade para sossegar).


Não viu a primeira postagem ainda? Clique aqui e já comece a programar sua visita àquelas terras abençoadas.


1- FLONA – Floresta Nacional do Tapajós – Comunidades do Jamaraquá e Maguari

Para dar início a nossa lista, nada melhor do que este atrativo, que realmente está no topo! É intenso, vivo, em seu significado mais literal, e  bastante preservado (thanks God)!

“A FLONA é uma importante unidade de conservação da natureza localizada na Amazônia, mais precisamente às margens do Rio Tapajós, na região do estado do Pará”. (fonte: icmbio)  São 527 MIL hectares de floresta, envolvida por mais de 160 km de praias. Gente, isso é mais do que a distância Brasília – Pirenópolis! Não é a toa que sempre chamo o Tapajós de Oceano de águas doces.

FLONA - Floresta Nacional do Tapajos - Alter do Chao - jamaraqua - para

O Acesso à FLONA é viável pelas comunidades de São Domingos, Maguari e Jamaraquá.

E é possível chegar a ela de carro, transporte coletivo (ônibus) ou barco.

Dica valiosa: Dividi abaixo as comunidades por dois motivos: Existem, dentre as milhares de árvores enormes e centenárias, duas Sumaúmas que são as mais famosas. A Sumaúma da Comunidade Jamaraquá, que tem aproximadamente 200 anos e a Sumaúma vovó, na Comunidade Maguari, que tem perto dos 1000 (isso mesmo, mil anos). Ao escolhermos o passeio, nenhum dos barqueiros ou guias nos informou sobre a existência de passeios distintos.  Descobri isso bem tarde, na verdade, após regressar  a Brasília e ver que nossos amigos, casais de paulistas, tinham visitado uma Sumaúma visivelmente bem maior do que a que vimos.

 

FLONA – Comunidade Maguari

Onde está localizada a famosa vovó Sumaúma, como disse acima. Tem perto dos mil anos e é gigantesca, sendo necessário quase 30 pessoas para conseguir “abraçar” a árvore. As fotos abaixo não me deixam mentir. Imagens gentilmente cedidas por: Jéssica Sabrina e Sérgio Moreira.

 

Esta foi a parte da floresta que não tomamos conhecimento antes. De qualquer forma, levando em consideração os poucos dias disponíveis em Alter, nossas capacidades financeiras limitadas e o grau de dificuldade nas trilhas, teríamos que optar por uma OU outra mesmo.

Porque menino(a), é chão! Prepara o físico!

Distância: 16 km. Acho que não preciso dizer muita coisa, né? Mas vou: São 8 km cada trecho debaixo de um calor intenso. Nível: roupas colando no corpo.

 

Valores:

Se você for por conta própria, terá que desembolsar R$ 100 (que pode ser dividido por até 5 pessoas) para o guia da comunidade. E sim, vale cada centavo! Os guias da FLONA são moradores experientes, cheios de conhecimento. Verdadeiras enciclopédias ambulantes. Ao longo da trilha eles explicam sobre as mais variadas espécies de plantas e animais, e esta informação vale para os dois passeios.

 

Dica: leve dinheiro em espécie. Água, lanches, protetor solar e repelente. Vá com roupas leves – Se possível use calças e blusas com mangas, para maior proteção

 

FLONA – Comunidade Jamaraquá

Outro passeio de contato intenso com a floresta Amazônica. Aqui a trilha é um pouco menos pesada. São 10 km no total. Mas ainda assim, o calor é substancial e chega dado momento em que você pensa que suas pernas não vão mais responder (mas calma, elas respondem! rs). Nosso guia, nos explicava sobre cada espécie das monstruosas árvores. Vimos o Pequiá (mesma família do nosso tradicional pequi), Breu-branco, Embaúba, a famosa Seringueira (que tanto serviu na extração do látex, sendo utilizado de forma sustentável e, por anos trazendo outra fonte de renda à pequena comunidade), as famosas “madeiras de lei”, entre tantas outras, e claro, a rainha do pedaço, a Sumaúma.  Ele também nos mostrava esconderijos  de tenebrosas aranhas (medo) e interagia com diversos pássaros. Um passeio inesquecível!

 

A Sumaúma “neta” (já que a outra é vovó..rs) aparece depois de uns 7 km de trilha. É menor, é…mas está longe de ser menos imponente.

 

Depois de nada menos do que 4 horas de uma caminhada, exaustos, sedentos e famintos, hora de recarregar um pouco das energias. Fomos almoçar em um pequeno estabelecimento da comunidade. Comida simples mas bem temperada.

 

Dica: Normalmente o almoço é cobrado, em média R$ 20 por pessoa, que deve ser pago em dinheiro. Nós combinamos um valor único com o barqueiro: R$ 400 o casal, saindo de Alter do Chão + os R$150 do guia. Super valeu a pena atravessar o tapajós para esse passeio, massss, se você busca economia, nós super apoiamos que você vá “por conta”. De carro, ônibus ou outro transporte via terrestre. Os valores para se chegar lá de lancha não costumam ser menores do que o que pagamos.

 

Após o almoço…você acha que acabou?! Nada disso! Agora vem a melhor parte. Fomos conhecer o Igapó e nos refrescar no Igarapé de Jamaraquá.

Gente, esse lugar é de uma paz sem tamanho! Eu “só” gostaria de poder transmitir muito do que sentimos nesse exato momento. Se as imagens ficaram assim, você imagina ao vivo. <3

FLONA - Floresta Nacional do Tapajos - Alter do Chao - igapo - jamaraqua

 

Gasto total do dia: R$550 (R$ 400 do barqueiro já incluído o almoço), R$:100 para conhecer a FLONA e R$ 50 pelo passeio de barquinho pelas águas do Igapó + banho no Igarapé).

*Lembrando que o valor pode cair para menos de R$ 200 reais, se você optar por ir em via terrestre.

 

Recapitulando: O valor do guia pode ser dividido por até 5 pessoas.

 

Saiba mais sobre a Comunidade Jamaraquá nesse link.

 

2- Passeio: Casa do Saulo, Canal do Jari & Lagoa Preta

 

Esse “combo” nos foi oferecido pelo Kika, barqueiro da Pousada Alter, onde nos hospedamos por 5 dias. Como éramos um grupo grande, pagamos R$ 120 cada um, hoje está 150. A ideia inicial seria passar por duas praias, Ponta de Pedras e Ponta do Cururu (falamos sobre elas na postagem anterior), Casa do Saulo, Canal do Jari e Lagoa Preta, mas por conta da Lei de Murphi chuva, tivemos parte do passeio prejudicada.

O Restaurante Casa do Saulo foi nosso primeiro ponto de parada. O recinto é bem grande e possui um ambiente com bela vista para o rio. Comida boa, por preço justo. Já o Canal de Jari, é um pequeno curso das águas do Tapajós onde você pode encontrar animais como o Bicho Preguiça. E, por último, mas não menos importante, a Lagoa Preta, que infelizmente, devido ao tempo, não pudemos visitar. Mas vamos deixar para  a Cris Cris do blog Viajante Comum te apresentar a essas águas morninhas.

 

Dica: O Kika é um dos barqueiros dentre os tantos que existem em Alter, parceirão da Denise (dona da pousada), transmite confiança e é exímio conhecedor daquelas águas. Nós o indicamos assim como recomendamos a fofa pousadinha, que vem passando por constantes melhorias.

Sim, as águas do Rio Tapajós são sempre mornas. Uma temperatura agradabilíssima!

Não, não é comum chover em Setembro. As chuvas na região começam em Dezembro, seguindo até Julho. Demos um baita azar. Mesmo assim, o dia foi inesquecível! <3

 

3- Vila de Alter 

Com suas pacatas ruas, de onde você enxerga o grande rio e suas praias, a vila nos conquistou e tem seu lugar reservado em nossos corações. Praias essas que já floram exploradas nesse outro post. O lugarejo oferece muitas opções de restaurantes, lojinhas e bares. Vale a pena sair a noite a procurar um bom restaurante para tomar aquela Tijuca.

Recomendamos:

Macunaima Restaurante – Pousada Alter

Casa do Saulo – Faz parte de Santarém, mas já na rodovia que dá acesso a Alter.

Espaço Alter Do Chão (logo no comecinho de Alter)

Restaurante Espaço Caranazal (colado na Pousada Alter)

X-bom Burger (tem até hambúrguer de camarão, gente!)

 

4- Cidade de Belterra

Henry Ford após sua frustrada tentativa de plantação de seringueira em Fordlândia (por conta do tipo de terreno), teve que começar a buscar outro lugar para que seu projeto fosse continuado. E foi em Belterra (cidade criada também por ele) que encontrou o solo fértil que precisava. Porém, o projeto chegou ao fim, com a chegada da borracha sintética.

 

5- Sairé

O evento havia terminado a um fim de semana de nós chegarmos. As estruturas ainda estavam sendo desmontadas.

“O Sairé é a mais antiga manifestação da cultura popular da Amazônia. A festa acontece há mais de 300 anos, mantendo intacto o seu simbolismo e essência. Sua origem remonta às missões evangelizadoras dos padres Jesuítas com os índios da Amazônia.” – Santarémtur

 

6- Festival Das Águas

O principal objetivo do evento é ampliar o debate em busca de soluções para questões ambientais.

“O mundo de água é muito desrespeitado. Não valorizam muito. A água não tem cabelo, ela tem olho. Ali tem muitos donos, como na beira, como no fundo. Tem o visível e o invisível. A água é algo tão bonito, tão importante, é tocado pelo brilhar do sol, pelo brilhar da lua. O quanto ela é bonita. E o Tapajós é de uma importância para nossa vida. A água ela lava o corpo, a alma, o espírito, ela lava a casa. Ela vai renovando… Eu vejo o Tapajós lá de onde ele vem e fico pensando nessa ideia de uma barragem… O que o criador deixou para nós é cuidar do Tapajós.” – Neca Borari, Alter do Chão – Festival das Águas

 

E aí, tá bom ou quer mais?! 🙂

Um lugar que é muito. Denso. Perfeito! E ainda desconhecido pelo povo brasileiro. O-que-é-que-cê-tá-esperando?!

#VivaLeve

Abaixo: Fofo registro feito no Canal do Jari/Ilha do Amor no ápice da Cheia (entre maio e junho).


leve sem destino

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Mônica Rodrigues

Leonina, brasiliense de alma e coração, graduada em Administração em Comércio Exterior e apaixonada por tudo o que envolve o ramo (apesar de não atuar nele). Tem verdadeiro fascínio pelo desconhecido. Acredita que pessoas se tornam melhores ao se depararem com o externo/ diferente, o que foge da “bolha”. Se sente em paz ao viajar e carrega consigo seu namô e sua família pra onde quer que vá.

10 comentários em “FLONA e outros atrativos de Alter do Chão

  • 12 de julho de 2018 em 12:14
    Permalink

    Oi! Adorei o Post!! Estou pensando em ir sozinha para essa região. Teria que arcar com os 500 reias sozinha? Você viu passeios com grupos pro lá?
    Muito obrigada!

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    • 12 de julho de 2018 em 19:20
      Permalink

      Olá, obrigada. 🙂

      Então, o valor da lancha ficou para nós 2, mas se tivesse mais gente teríamos dividido. Eu só não sei dizer ao certo quantas (a capacidade máxima do barco). E sim, por lá você tenta passeios com grupos, tudo é conversado. O 2º passeio foi em grupo e saiu mais barato, como tá escrito no post.

      Tem como chegar em ambas as comunidades de transporte coletivo também. Até de bike eu vi meu amigo chegando… Chegue lá (no centrinho de Alter) e informe-se. Negocie, converse com moradores locais. Você vai amar!!

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      • 13 de julho de 2018 em 08:50
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        Muito obrigada pela resposta 🙂

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  • 20 de setembro de 2017 em 09:13
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    Monica, que passeio fantástico!!!! Quero muito ir em Alter Chão no ano que vem, já salvei seu post para basear minha viagem!!!

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  • 20 de setembro de 2017 em 08:17
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    Monica que passeio incrível! Amei aquela árvore. Que especial esse lugar. Adorei o post todo detalhado e já salvei aqui pra me guiar qdofor conhecer!
    Abraços

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  • 20 de setembro de 2017 em 07:51
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    bahh mil anos a arvore como assimm!!! deve ser maravilhosa, bom saber que existem passeios distintos, uma pena q nao soube antes! muito importante que ressaltou!

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  • 19 de setembro de 2017 em 17:54
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    Que passeio incrível, hein? É incrível estar assim no meio dessa natureza. E com certeza pagar um guia deve ser um ótimo negócio, conhecimento inestimável. 16 quilômetros naquele calor úmido? Socorro! Deve ter sido um esforço e tanto.

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  • 18 de setembro de 2017 em 22:15
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    Nossa… que lugar mais lindo e que fotos maravilhosas. Adorei esse contato com a natureza. Preciso conhecer!

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