A Vila de São Jorge – Tudo o que você precisa saber

Localizada a 260 km de Brasília e 30 km de Alto Paraíso, a pequena Vila de São Jorge é queridinha de muitas tribos. 

Por lá encontramos pessoas de todos os lugares, do país e do mundo. Hippies, mochileiros, turistas no estilo mais tradicional e seres “Zen namastê”, em busca de fuga. 

A quantidade de pessoas que conhecemos que saíram de suas Babilônias (grandes centros urbanos) para se refugiar na Vila de São Jorge, em Alto Paraíso ou em Cavalcante não está no gibi.

A Vila de São Jorge, é a preferida por muitos dos que visitam a Chapada. Os motivos são os mais diversos. Há quem prefira a pequena Vila pela proximidade com o Parque Nacional da Chapada dos Veadeiros, um dos principais atrativos da região (se não, o principal), que se situa a cerca de 1 km do povoado. Outros preferem pela própria característica de cidadezinha bucólica, de chão batido. Onde você encontra “tudo” o que precisa a poucos passos. Mas claro, levando em consideração que a cidade ainda possui menos estrutura que o município que faz parte, Alto Paraíso.

 

Essa postagem e outras que virão posteriormente servirão para ajudar você, caro leitor a escolher o local que mais se adequa ao seu perfil e suas vontades/seu planejamento. Em breve montaremos sugestões de roteiros, dos mais diversos, para que você possa decidir como aproveitar esse nosso Berço das Águas da melhor forma. Cola, e não desgruda! 🙂

 

Voltando ao tópico. A Vila de São Jorge possui menos estrutura, mas não vá achando que você será atendido de forma precária, pois aqui “come-se, bebe-se e dorme-se muito bem, obrigada!”

 

Vila de São Jorge. Onde comer:

Muitos visitantes da Chapada acampam, assim acabam optando por fazer suas próprias refeições nos respectivos campings, que oferecem cozinha comunitária. Alguns por estarem em uma trip de baixo custo, outros por escolha mesmo, um estilo de vida até mais saudável eu diria. Confesso que este não é nosso perfil. Não é muito bonito dizer que temos preguiça de cozinhar, mas é a verdade…rs.

Como já disse aqui, nós sempre levamos nossa Caixa Térmica, muitas vezes fazemos o café da manhã na nossa mesinha montável, mas ultimamente tenho preferido fazer a primeira refeição do dia na Feira do Produtor Rural (que fica em Alto Paraíso) ou em outros locais de comida mais artesanal (pão caseiro) e café de garrafa <3

Segue a postagem que você vai entender.

 

Café da manhã:

Pequenos estabelecimentos de rua – Amigo(@), deixa eu te contar aqui. Em 2014 ficamos acampados no Camping Taiuá, hoje Taiuá Ambiental. Pois é, lembro que nessa época descobri uma pequena lanchonete situada em frente a ele, lá uma família tira seu sustento vendendo café, sucos naturais, pão com ovo (ô papai) e misto quente. Gente, para tudo! Deixa eu te falar que lá tem um suco de Mangaba super refrescante. E que eles servem também pão caseiro feito de abóbora. Sim, e é uma delícia! Fomos lá recentemente, eles aumentaram um pouco a estrutura. A fila estava enorme. – Já descobriram que ali é sucesso!

Perdoem-nos por não termos gravado o nome do local, mas é bem em frente ao Taiuá, vocês logo reconhecem.

 

Dica:

*Ainda que a fila esteja grande, ESPERE, vale a pena!

*Eles também estão oferecendo almoço. Não experimentamos, mas aposto que é tudo feito no capricho. Vale a pena conferir!

*Para quem é vegetariano: eles tem um sanduíche natural delicioso. Eu pedi sem saber que era uma opção sem carne, pediria outras 10 vezes. Super gostoso e me deixou saciada o tempo necessário.

Bem ao lado deste há outro ponto. Lá você também encontra café de garrafa e pão de sal com queijo e presunto. O café da manhã bem basicão que Fábio ama.

 

Almoço:

Quando Fábio e eu vamos à Chapada, o almoço não é algo que costumamos nos preocupar, pois a visita às cachoeiras acaba tomando boa parte do nosso dia. Para isso levamos nossos lanches reforçados. Por conta disso preferimos fazer uma “senhora refeição” a noite. De qualquer forma, segue algumas indicações que já provamos e aprovamos:

 

Rancho do Waldomiro

Não fica exatamente no povoado. Na verdade, fica na estrada entre o município de Alto Paraíso e a Vila de São Jorge. Praticamente na metade do caminho, logo é necessário estar em algum veículo. Uma excelente pedida para quem sai das Cachoeiras das Almécegas ou do Vale da Lua.

O Rancho serve a famosa Matula, acompanhada de carne de sol, paçoca, abóbora fresquinha, madioca…huuuum! Uma refeição super completa, que para mim é uma mistura de prato típico nordestino e goiano.

Dica: Antes de partir para a Matula, não deixe de experimentar as famosas cachaças e licores feitos artesanalmente! – Isso claro, se você não for o/a motorista da vez 🙂

Eles são deliciosos! Prove, os de Mangaba (já deu para perceber o quanto eu gosto dessa fruta, né?!) e Barú, gostinhos do Cerrado! Aposto que você vai ficar tentado à levar uma garrafa. R$: 25 cada (Julho/2016), mas é uma senhora garrafa. Dá para agradar familiares e amigos.

Tapioca do Cerrado

Vizinha ao Restaurante Buritis, cuja resenha segue logo abaixo. É uma tapioquinha que superou e muito nossas expectativas! Matou nossa fome de almoço. Eu pedi um vegano, pois o de frango já tinha acabado. Estava saboroso. Fábio pediu uma versão “X tudo”, que de tanta coisa, não deu conta.

Você pode considerar essa opção como café da manhã também, ou janta. Pois o único horário que o estabelecimento fecha é das 14 as 18, se não me engano.

 

Restaurante Buritis (Buffet de Massas)

O proprietário desse restaurante, seu Messias, é uma comédia. O forte do local é o Buffet de massas. Nesse tipo de refeição você recebe uma boa “pratada” da sua massa escolhida e seleciona seus acompanhamentos preferidos. Um Spoleto do Cerrado.

*Você tem direito a fazer a refeição duas vezes. Não há limites para os acompanhamentos. Ou seja, enquanto estiver cabendo no prato, tá valendo! rs.

Preço do Buffet: 18,00 (Julho/2016) – Excelente custo benefício e opção mais do que apropriada quando se volta de alguma das cachoeiras “varado” de fome.

Dicas:

*O estabelecimento também serve porções A La Carte. Muito bem avaliadas por sinal, no TripAdvisor. Lembro de termos saboreado e aprovado essas opções em 2014.

*Tem cerveja gelada, dessas tradicionais e recentemente passaram a oferecer uma cervejinha artesanal, da região. R$: 10,00. Vale a pena conhecer.

 

Restaurante da Nenzinha ( Self service)

Sentamos para comer nesse restaurante por duas vezes. A comida é boa, caseira, simples mas gostosa. É esquema self-service que tem uma boa variedade de opções.

*Uma boa pedida para quem vem das cachoeiras: Fica aberto até depois das 16hrs.

Jantar:

 

Lua de São Jorge

Fomos em 2014. O ambiente é bem aconchegante, com direito a fogueira e música ao vivo. A pizza é feita em forno a lenha e é bem gostosa. Mas o preço é um pouco salgado, talvez pelo fato de ser muito bem localizada. De acordo com relatos na internet, a pizzaria vem perdendo qualidade.

 

Santo Cerrado Risoteria e Café

Local que acabou sendo palco de excelentes memórias, de muitos momentos magníficos e marcantes de nossas vidas! Se a Chapada dos Veadeiros é nosso quintal de casa, essa Risoteria é nosso espaço Gourmet (sendo ao mesmo tempo rústico e aconchegante), onde pessoas queridas e iluminadas são convidadas especiais para estar conosco, saboreando o que há de melhor no Cerrado.

Esse é o tipo de local que nós indicamos de olhos vendados.

O risoto é feito no capricho. Os ingredientes “casam” entre si, de uma forma que eu nunca vi igual! Ali iguarias típicas do Cerrado são figuras presentes. Tem pequi, castanha de barú, carne seca, frutos do mar, bacalhau, vegetariano, vegano e nosso tão amado, camarão <3

Não deixe de experimentar também os drinks, há uma variedade interessantíssima! Meu preferido é o de Mangaba (quem acompanha o blog nem sabe disso…rs).

Esse local é tão querido por nós que recentemente, em 20 de agosto, o escolhemos para comemorar ao mesmo tempo meus 30 anos e nosso noivado! (Ounnn. Vem casório por aí? Casamento – lua de mel – Bora Bora?! Bora mesmo, profetizar para ver se dá certo! Hehehe…Ok Mônica, aterriza)

De qualquer forma, ter conseguido reunir 12 pessoas, muito queridas e amadas nessa Risoteria e ter dividido com elas uma noite especial, e para nós, perfeita, foi algo que nos marcou para sempre!

 

Vila de Charme

Além de tudo já citado aqui, a pequena Vila possui outras tantas opções de lanchonetes, restaurantes e lojinhas. Estas particularmente tem um poder de “sugar” meninas inocentes que procuram lembrancinhas. E se você tentar se desvencilhar delas, miga, é pior! A feirinha de rua vai saltar diante de seus olhos, cheia de cores, pedras, cristais, ametistas, quartzos… olha, muito “lusho” para um espaço tão pequeno e rústico! rs. Mas calma, tem artesanato baratinho também! Dá pra levar um pedacinho da Vila de São Jorge com alguns trocados. Mas que você vai se “coçar” para levar mais…ó, é provável.

Nome de algumas lojinhas que recordo: Viva Vila e Atelier IluminArte.

 

Dicas:

1-A pequena Vila é ideal para casais, grupos de amigos, família e por que não? Viajantes que estão em uma aventura sozinhos – que garanto, não se sentirão sós por muito tempo!

2- Ainda que muitos locais já aceitem cartão, é bom levar dinheiro em espécie, especialmente para pagar as cachoeiras e alguns estabelecimentos menores.

3-O Posto de gasolina mais próximo fica em Alto Paraíso, ou seja, programe-se para não ficar na mão (ou a pé).

 

Curiosidades:

A Vila de São Jorge foi criada por garimpeiros que chegaram à região em busca de cristal de quartzo. Tem hoje cerca de 600 habitantes e sofre com a falta de mão de obra para atender o turismo, que vem aumentando a cada ano.

Não só a Vila de São Jorge, mas toda a região é voltada para o Ecoturismo. Há uma consciência sobre preservação enraizada nas mentes dos moradores dali e das cidades pertencentes a Chapada.

Ainda assim, há muito trabalho pela frente. O principal deles é o projeto de Ampliação da Chapada dos Veadeiros, que pretendo falar em breve, em outra postagem.

De qualquer forma, você pode se adiantar. Acesse: Fundação Mais Chapada e saiba mais.

Ficou faltando alguma dica? Entre em contato com a gente, teremos o maior prazer em ajudar.

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Mônica Rodrigues

Leonina, brasiliense de alma e coração, graduada em Administração em Comércio Exterior e apaixonada por tudo o que envolve o ramo (apesar de não atuar nele). Tem verdadeiro fascínio pelo desconhecido. Acredita que pessoas se tornam melhores ao se depararem com o externo/ diferente, o que foge da “bolha”. Se sente em paz ao viajar e carrega consigo seu namô e sua família pra onde quer que vá.

2 comentários em “A Vila de São Jorge – Tudo o que você precisa saber

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